Como é que pode alguém sentir saudades do que nunca houve? Mas hoje nesse finzinho de noite, que para mim começou às 7:00hs, bateu de verdade uma saudade das amizades que não consegui firmar com alguns colegas do meu curso... E olha que eu quis muito! Infelizmente não deu, lamentavelmente não deu... Que pena! Pena de quem perdeu a oportunidade de me ter por perto, de compartilhar junto comigo de sonhos, dúvidas, incertezas, medos, angústias... É meus caros e minhas caras, não só se compartilha o que se aprende nos livros e nas apostilas não! Esse olhar que esses meus caríssimos colegas não têm, é na verdade o que chamamos de "novo olhar", mas esse olhar é na verdade das antigas, é o mesmo olhar que está definido naquele, que considero primordialmente, o primeiro livro que deve ser lido no exato momento que descobrimos a leitura. Estou falando de "O pequeno príncipe"... Será que as minhas colegas e meus colegas leram Exupéry? Bom, nessas alturas do campeonato já é bem tarde para que seja tomada tal decisão. Feliz de quem leu, quem sabe se como eu não ver com o coração?! Em um dos trechos do livro ele fala exatamente o que eu gostaria de dizer para os meus caríssimos colegas. Seguinte: "Só se vê BEM com o coração. O essencial é invisível aos olhos". Depois disso vou dormir com saudades dos sonhos que criei, das fantasias que inventei, do mundo que não vivi enquanto estudante de Letras. Faltam apenas quatro meses para concluirmos, e aqui eu concluo tristemente, por que não existe mais tempo para mudar o curso da história que vivemos nesses quase quatro anos, e que nos próximos três meses chegarão ao fim, e cada um vai seguir o seu destino. Vá saudade, vá embora por que eu preciso dormir agora. Rosângela Cunha



































































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