terça-feira, março 31, 2009

Foi emocionante!

Eu teria ido quase em seguida, teria ido correndo, sim, EU TERIA! Mas você há muito havia me prevenido que não me desculparia, foi triste demais para mim aquele dia, dormir eu não conseguia... Um filme ia e vinha, e me impedia de descansar até o raiar do dia, pois muito cedo no outro dia eu estaria fazendo uma quarta de Prática, estava irritada demais, insuportável até, Anália há dias me dizia, mas a gente não percebe e quando vê não tem mais tempo de refazer, e quando vê, sem querer, naquele momento a gente só pensa que acabou de perder uma amizade por causa de um gesto impulsivo, um "troço" incontrolável... Pelo menos comigo não tem jeito, tento e às vezes não consigo, foi o que aconteceu naquele dia, uma cabeça lotada de informações, confusões e de repente o estrondo, um bombardeio de palavras desconcertadas, uma gritaria, uma alma confusa... Mas desculpas era tudo o que eu pediria depois da calmaria, você sabia disso, sabe disso, aí me "travou", cortou a minha! Foi isso que me deixou enlouquecida, saber que não poderia pedir-lhe desculpas no outro dia, ou até mesmo na mesma noite, no fim da aula daquela terça fatídica, quando tudo resultaria num silêncio de olhares, de palavras e abraços, de contactos diários que tínhamos todos os dias. Mas você, Paulinha, me surpreenderia, nossa! Eu juro que eu jamais esperaria te ver hoje, na porta da minha casa para me dizer que de mim sentia saudade, meu Deus, parecia até um sonho, juro, era sim o que eu queria, ter de volta para os meus dias teu sorriso, tua presença, tua alegria, nossas risadas lá em Carlinha... Ah, Paulinha, que saudade que eu também tinha! Mas não podia expressá-la, lembrava do que você me dizia, mas HOJE eu não vi aquela Paulinha que me disse num certo dia, que não perdoaria quem te magoasse algum dia, não! Hoje, eu vi realmente, a Paulinha que eu nunca acreditei, que pudesse guardar dentro de um coração repleto de tanta magia, algum tipo de sentimento que não fosse simplesmente o que está em tua face tão claramente transparente... Puxa, Paulinha, foi realmente emocionante te encontrar, foi divino... Você viu? Anália chorou! No caminho quando eu a levava pra escola ela me disse: "Mainha, eu chorei por causa de você por que eu sei que você ficou feliz, e por ela falando baixinho na porta: Anália, sua mãe tá aí, tá ocupada?" Ora, Paula, eu deixaria qualquer coisa para ganhar aquele abraço teu! Qualquer coisa! "Felicidade é uma cidade pequenina, é uma casinha, uma colina"...Tô muito feliz, pode crer! Feliz por poder voltar a dizer novamente, sempre que minha alma pedir: Eu te amo, Paulinha!

Rosângela Cunha

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Adoro quando você vem me ver!