domingo, junho 07, 2009

O poema que escrevi para Antônio Filho

Nunca mais consegui esquecer aquele dia que o meu olhar cruzou com a luz daquele olhar... Olhar que até hoje guardo gravado no meu lado mais sagrado ... Olhar que apontava para todos os lados, olhar ansioso, sereno, encabulado, olhar de infância roubada, de liberdade limitada ... Mas mesmo diante de tantas impossibilidades aquele olhar não deixou que te arrancassem os sonhos que ele conduzia no peito, o desejo ardente de voar, de realizar, de descobrir, de se fascinar... "As possibilidades são de dentro pra fora, e a liberdade é de fora pra dentro", me dissera aquele olhar, e mais a diante me disse também "tem gente que anda e não sabe para onde ir, para onde vai, o que fazer com as pernas... Já eu digo que ando melhor com a mente, por que a mente pode muito mais do que as pernas” , raciocínio perfeito de quem sabe amar, de quem nunca perdeu a razão, olhar que mesmo atropelado pela fúria implacável de uma síndrome que até então não tinha nem nome, não deixou que te levassem os sonhos, flores telefônicas, flores geográficas, flores filosóficas, poéticas, autodidatas, flores admiráveis que revelam um Brasil que eu não pude deixar de mostar: flores "spoan" espalhadas por todo lugar... Mas foi aqui em Serrinha dos Pintos, que eu vi pela primeira vez flores tão lindas murchar! Rosângela Cunha

Um comentário:

  1. amor... só vc mesmo, e ninguem mais! Não é atõa q vc tá no lugar mais especial do meu coração... Bjo

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Adoro quando você vem me ver!