quinta-feira, agosto 06, 2009

Luta Solitária...Vida Real!

Quem nunca amou de verdade não sabe, e nunca vai saber o que é de fato amar. Alguém já disse que dói, outro alguém já disse que não dói, eu, particularmente, acredito no amor do jeito que for... Seja ele forte, ardente, morno, caliente, indecente, doente, amor é amor, e seja como for, nunca vai deixar de ter esse nome, e as mais diversas formas de linguagem para defini-lo. Amei de todo jeito, e de todas as maneiras, muitas vezes até cheguei à adotar alguns amores, daqueles do tipo que só querem colo, aconchego, dengo, cuidado, e muitos deles chegaram a exigir muito da minha atenção... Claro que nesse caso, a gente acaba se cansando, afinal ninguém é de ferro! Mas não me arrependo de ter dado o meu amor a esses amores. No meu histórico amoroso, nunca houve por minha parte espaço para amor exigente, acredito que pelo fato de que sempre mantive uma certa falta de interesse, no que diz respeito a trocar amor por amor. Por exemplo, te dou o meu amor e você me dá o teu. Algo que considero absolutamente sem sentido, e quando alguém age dessa maneira, não acredito que se possa chamar isso de amor. Não acredito em pessoas que troca amor por amor. A gente ama com o desejo de ser amada(o) simplesmente... Com o desejo, que fique bem claro. O que não significa dizer, que a reciproca será sempre verdadeira, claro que não. O melhor nesse caso, é deixar acontecer. "Amar é tão simples, amar é tão complexo"... Mas, hoje eu vou escrever sobre um amor que mexeu demais com a minha vida, e que conseguiu fazer um rebuliço tão grande no meu interior, que muitas vezes costumo dizer que esse amor danificou tanto o meu ser que cheguei um dia à pensar que eu nunca mais me levantaria para erguer os olhos para o céu... Por esse amor eu cantei Roberto Carlos, Jota Quest, Maysa, Elis Regina, Cazuza, Caetano e muitas vezes as dores de Dolores Duran. Foi lindo conhecer você, vivemos momentos maravilhosamente inesquecíveis... "As flores na janela sorriam, cantavam por causa de você"... Fizemos tantos planos juntos, lembra? "Dos nossos planos é que tenho mais saudades, quando olhavámos juntos na mesma direção"... E nós olhavámos, nós acreditavámos! Era lindo acordar ao seu lado, e juntos olharmos da porta da cozinha daquela casa da Rua João Abílio, o dia lindo que nascia por trás daqueles coqueiros, que até hoje ainda permanecem no mesmo lugar, e que fora testemunha tantas vezes, dos nossos milhões de beijos, abraços e juras eternas de amor, naquelas noites lindas de luar... Naquele tempo eu cheguei à acreditar que nada, e nem ninguém jamais nos separaria, NADA! Ora, nem as tuas traições conseguiu te arrancar de dentro de mim! O meu amor era mais forte, e conseguiu resistir as mil e uma noites que fiquei sem o teu calor, enquanto estavas nos braços de outras . Mas em 2003, bem no comecinho daquele inverno que ficaria marcado pela imensa chuvarada daquele ano, o rumo de nossas vidas mudaria completamente. Lembro como se fosse hoje, daquela figura estranha que me pediu para tomar banho de chuva numa "bica" que ficava na calçada da minha casa. Olhei para aquele rapaz de aparência feia, e ao mesmo tempo de uma gentileza que me chamara à atenção. Quem seria aquele rapaz?! Essa pergunta ficou na minha cabeça por muitos dias sem reposta alguma. Mas logo descobri de quem se tratava. Naquela tarde em que ele tomara banho na "bica" da minha casa, sem saber, eu estava cara a cara com aquele que estava trabalhando para destruir a nossa vida, o relacionamento de duas pessoas que se amavam de verdade, apesar de todos os obstáculos, mas aquele seria o maior, eu não conseguiria suportar, eu sentia a cada dia. Até aquele ano de 2003, minha cidade era um lugar tranquilo, de juventude alegre, acrescida de muitos sonhos, onde a violência não fazia parte do nosso cotidiano, sabíamos dela através de jornais, rádio e televisão. Era realmente uma delícia caminhar pelas ruas de Umarizal a qualquer hora do dia ou da noite... Mas aquele rapaz, nossa, aquele rapaz... Havia na face dele, uma expressão que me causava um certo pavor, toda vez que ele passava em frente da minha casa cantarolando alguma coisa, que eu nunca consegui entender direito, quem sabe não estava anunciando o mal que ele carregava em teu ser, quem sabe?! Logo acabei descobrindo que ele morava pertinho da minha casa, e juntamente com ele, irmãos, pai, mãe, amante... Todos comerciantes de DROGAS. Fora através dessa gente que o CRACK chegou em nossa cidade, e de repente a minha rua passou a ser muito movimentada por pessoas que estavam começando a consumir o crack. Minha vida virou um inferno. O amor da minha vida já estava envolvido com esse pessoal, um pouco antes daquele dia que aquele rapaz passou na "bica" da minha casa, e eu não sabia de nada! Quantas noites o procurei ao meu lado, e em seu lugar, apenas os seus lençóis ainda quentinhos, ocupavam o vazio deixado pelo seu corpo, que havia sido levado pelo frio da madrugada que corria lá fora, coberta pela fumaça maligna daquela pedra que havia se instalado na rua onde fomos felizes por tanto tempo. O sofrimento tomou conta de nossas vidas, e o que mais me chocou, logo no início dessa tragédia foi o dia que o meu amor implorou para que eu desse um dinheiro para ele comprar uma pedra, "só uma, ele dizia, só uma"! Meu Deus do céu, ele estava perdido, ele estava dominado... Chorei muito, e a partir dali iniciei uma luta voluntária e solitária, pois não podia contar com ninguém, nem com a solidariedade dos vizinhos eu pude contar, pelo contrário. Diziam que eu estava louca e que aquelas pessoas eram do bem... Do bem?! Católica desde que nasci, apelei para outra religião, lá fui muito bem acolhida e podia pelo menos chorar quando sentia vontade, sem ser observada por ninguém. Passava os dias ouvindo hinos de louvores, e quando tinha alguma folga pintava os portões da minha casa, atividade que me rendeu muito conforto interior naquela ocasião. Um belo dia "aquelas pessoas do bem" foram desmascaradas, mas eu acabei me mudando por que havia se tornado insuportável conviver no meio de tanta hipocrisia, e ver a cara daquela gente todos os dias, algo que hoje em dia já consegui superar, mas voltar a morar naquela rua?! Nunca mais. Estudei muito sobre o crack, suas causas e efeitos, mergulhei profundamente nos estudos daquela que tomara dos meus braços um grande amor da minha vida. Entre nós havia sempre um adeus em cada gesto, em nosso olhar já não existia o brilho de outrora, e que tantas mil vezes incendiou festas, ruas, bairros e avenidas por onde passavámos... O meu amor fora seduzido por uma perversa droga, que sem piedade alguma tomava de conta dele a cada novo dia, levando-o a percorrer os caminhos mais podres dessa vida, tornando-se cada vez mais impossível manter a relação que mantínhamos antes, quando éramos simplesmente mais um casal apaixonado. Para quem não sabe, OU FINGE que não sabe, a dependência química é uma enfermidade reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, e o CRACK, então, meu Deus... "Essa droga coloca à prova nossas bases sociais. Faz o pai se perguntar: como é que estou tratando o meu filho? A mãe se pergunta: até onde eu estou sendo parceira da minha filha? Porque o crack gera um prazer infinitamente maior do que o corpo humano seria capaz de suportar. Em algumas situações, é mais forte do que o amor que o indivíduo sente pela própria mãe. Daí você pode calcular mais ou menos o que é a força do crack". Cada dia que passava eu era surpreendida por um fato novo, e por que não dizer, um sofrimento desconhecido até então?! Enquanto eu dormia, o meu amor vagava mendigamente pelos becos sem saída dessa vida, e nada que eu fizesse fazia com que ele retomasse o prumo de antes. Andava sempre apressado, e carregava sempre uma busca incessante no olhar, que não mais lhe permitia se concentrar em nenhuma paisagem... Olhar vago, assustado, triste, e com o passar do tempo comecei a perceber naquele olhar, ares de violência que começara a me assustar. Ele não sorria mais, não brincava, e aos poucos perdia a vaidade. Não se importava mais em usar uma camiseta transada, um perfume de marca, uma dose de whisky, e também deixava de lado as festas que ele tanto adorava. Nossa, curtimos muitas festas fantásticas em noites lindas de Agosto, e só voltavmos para casa quando o dia amanhecia... Momentos que nunca vou esquecer´, e que foram assassinados pelo maldito do crack. "O crack é uma arma química de distribuição em massa. Aqui no Brasil, hoje, mata como a AIDS matou na África. O crack é uma pandemia. É de longe pior que a febre amarela, a dengue ou a gripe do “porquinho”. O crack é uma tragédia na vida de uma família, seja ela rica, média ou baixa. Os danos são os mesmos, infelizmente vivemos numa sociedade, onde pouca gente se preocupa com esse MAL, dando ênfase a males que nem de perto chegam a produzir os efeitos que o crack é capaz de causar na vida de um ser humano. E o que fazem as autoridades diante do problema? Pelo menos aqui em Umarizal, NADA! O crack aqui é tratado de forma banalizada, e comercializada a luz do dia, e ninguém faz absolutamente nada. Quando procuro ajuda das autoridades locais, sempre sou mal interpretada, e escuto deles sempre a mesma desculpa: "É por que você apóia"! Ora, é muito simples ver a coisas pelo ângulo deles, quando desconhecem a realidade de um usuário de crack, e o sofrimento que esse indivíduo causa a si mesmo, e consequentemente a sua família, é muito fácil julgar sem conhecer! Claro, eles não sofrem esse tipo de coisa, aí fica facílimo fazer um julgamento, e mais do que isso, ignorar simplesmente as pessoas envolvidas numa situação tão triste como essa! "Há oito anos, quando nós saímos dizendo que o crack estava chegando, onde as pessoas estavam? Estavam tentando salvar baleias. Nada contra as baleias, só que assim eles inverteram as prioridades. É como as dez pragas do Egito. O faraó só se tocou da desgraça quando começaram a morrer os primogênitos. Os faraós de hoje também parecem esperar a morte de seus primogênitos". É, mas a grande verdade é que eu perdi um grande amor para o crack, existem momentos que o meu coração suplica, lamenta e chora, chora muito... Meu amor, você sabe que eu fiz TUDO para te salvar, fiz coisas, que, pô, arrisquei minha vida tantas vezes! Infelizmente ainda não foi possível te ver outra vez como antes, quando com a vida você só tinha um único compromisso: Viver intensamente a vida. "O crack é a chance de a humanidade voltar a olhar para seus valores, a chance de as pessoas voltarem a se olhar no espelho e dizer “e daí, velho, como é que eu estou criando o meu filho, como é que estou tratando minha família? Será que estou construindo uma base espiritual, psicológica, emocional pra toda minha família? Ou será que eu estou vivendo um dia após outro dia?”. Essas indagações fazem parte da vida de milhares de famílias, que já não sabem mais o que fazer para arrancar dos braços do crack os seus entes tão amados! "O crack é realmente mortal. Vicia oito vezes mais do que a cocaína. Não tem volta. Essa geração está pagando o preço de algo que se usa e vai continuar pagando se não pisar no freio e se recondicionar a ponto de conter essa hemorragia social". Dia desses fui surpreendida por alguém dando pancadas na porta da cozinha da minha casa, e logo em seguida um pontapé fez com que ela se abrisse, era ele. Fiquei apavorada, ainda bem que eu estava na casa de papai que fica ao lado da minha, e minha filha havia viajado. Foi um horror! Ele estava "noiado"(cara que usa drogas, doidão). Pela janela do quarto de papai eu percebi o estado dele, e mesmo diante do medo que senti naquele momento, lamentei profundo, e intimamente a situação em que ele se encontrava, afinal de contas aquele homem que estava ali parado na porta, e sem rumo, fora por muito tempo alguém que eu havia amado enlouquecidamente, quando entre nós não havia a maldita pedra. Gritei por socorro, e algumas pessoas que se encontravam no barzinho da praça, vieram até a calçada da minha casa, e quando eu lhes falei do que se tratava, eles me deram as costas de uma forma tão ridícula, que a minha vontade foi de dizer-lhes um monte de verdades, uma vez que se tratava de pessoas que se "acham" envolvidas no contexto sociedade... Ora, ora, com qual tipo de sociedade essa gente se preocupa mesmo?! Eu sei... Dinheiro, poder e cargo social. Nada mais e nada menos do que isso. Pessoas que JAMAIS chegarão aos meus pés, pois até hoje nunca se dispuseram a fazer NADA em prol daquilo que podemos classificar como sendo sociedade. A droga é um problema social, e o dependente quimíco é alguém que precisa de ajuda. Sociedade, segundo Sérgio Ximenes é um conjunto de seres que vivem num grupo organizado. Conjunto de indivíduos que vivem num determinado território, sujeitando-se às mesmas regras e compartilhando costumes, história, etc.; coletividade. Associação de pessoas destinada a promover interesses ou atividades comuns; Meio humano no qual um indivíduo se acha integrado. Como se pode ver, meu querido Sérgio XIMENES, essa pobre gente não se enquadra MESMO dentro desse contexto. Enquanto essa gente caminha, carregando consigo uma arma ambiciosa que se chama egóismo individualista, eu vou seguindo a minha vida com a minha bagagem de sonhos, e de esperança, acreditando sempre que deve existir um mundo melhor para todos, e que alguém algum dia vai nos mostrar esse mundo, e que ele seja apenas para aqueles que jamais perderam a esperança, e também para aqueles que crêem na vida, e que tenham um coração transbordando de fé, de amor, de bondade, enfim, alguém que mereça existir de verdade. "Uma mãe, por exemplo, com seis filhos, quando tem um que consome crack, ela presta mais atenção naquele filho que consome do que nos outros cinco que não consomem. Os outros cinco podem não consumir o crack, mas eles migram para outros problemas que vão prejudicá-los. Então acho que a sociedade precisa ser mais madura para essa realidade e começar a falar da prevenção, fundamental e necessária. Sem prevenção, a gente vai para a cova". Rosângela Cunha
"O ritual para o consumo do crack começa com a formação de pequenos grupos. Quando as pedras acabam, todos voltam a perambular pelas ruas próximas, pedindo esmolas com a desculpa de que é para comer ou levar alimento para casa." ( O Dia On Line-23/01/2009) Mainha Do Manto Blue, Olhai Pelos "Filhos Do Crack"... Mainha do manto blue, Olhai pelos filhos vidrados, Que o crack deixou azul... São mulheres frustradas, Crianças abandonadas, Jovens grávidas drogadas, Rapazes que compram pedras, E morrem em busca de "nadas"... Mainha do manto blue, Olhai pelos filhos vidrados, Que o crack deixou azul.... Deita fora os cachimbos, Jogados pelas calçadas , Prostituídas ciladas , Mortalhas de cruéis limbos, Dopados da vil jornada... Mainha do manto blue, Olhai pelos filhos vidrados, Que o crack deixou azul... E a impudicícia nas ruas, Nas roupas maltrapilhas, Nutrindo carcaças nuas, Agrupados como ilhas, De ódios , raiva e desamor... Mainha do manto blue, Olhai pelos filhos vidrados, Que o crack deixou azul... Senão, a qualquer momento No calor de uma batida Ou na loucura ampliada Vidas já tão dilaceradas, Sucumbirão ao pior... Mainha do mato blue, Neste dia da Mãe querida, Tu que choraste esquecida, E viste os cravos do Filho teu, Olhai pelos filhos vidrados, Que a sociedade esqueceu... Nina Poeta e Pat Borato.

5 comentários:

  1. Rosângela,

    Aff, estou com o coração apertado e triste por você. Que situação, hein? Como certos comportamentos mudam completamente a vida dessa forma. Você tem uma filha, tem que começar a viver a sua história. Infelizmente, essa é a realidade. Não pode colocar em risco sua família. Por mais que o amor seja grande, tem aquela que saiu do seu ventre, que precisa mais de você. Esses traficantes não tem nada a perder e você tem tudo. Espero que você fique bem, que você veja luz no fim desse túnel.

    Deus te abençoe, menina linda.

    Rebeca

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  2. Rô,

    Além de tudo você é um exemplo de garra, sabe... ssempre te achei uma mulher forte, cheia de luz, inteligente pra caramba. Existem certas coisas na vida que temos que passar, não tem jeito. E essas coisas nos fortalecem, nos fazem grandes. Vi o tempo do verbo e sei que o seu tempo sempre será o presente, o agora, pra felicidade de suas conquistas.

    Te admiro, menina linda.

    Outro beijo.

    Rebeca

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  3. Nossa! Que relato triste, cruel. Porem, ao mesmo tempo tao humano, tao a barbara realidade em tantos lugares no planeta! Que absurdo droga tao destruidora ja presente em pleno sertao potiguar. Sempre me pergunto: aonde chegaremos? Mas, ainda acredito na possibilidade de cura, quando se quer, se busca. Por favor, nao se deixe envenenar por tanta dor. Olhe com atenção um sorriso de inocente de criança, isto fara com que a dor seja menos intensa e trara um que de esperança e fe em dias melhores. Vamo que vamo! Fuiii.

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  4. quase não termino de ler esse relato ( chorando muito )verdadeiro.Pois eu sei que é veridico sim, tá tudo aí escrito.Eu acredito muito em Deus e peço que ele tire meu cunhado dessa vida maldita, ele não merece viver assim. Sei também tudo o que vç já fez por ele, quantas vezes já bateu de frente c/ a decepção, com as viradas de costas que lhe dão por causa desse amor, que sei vç tanto amou, e que talvez ainda sinta muito por ele, mesmo que não seja mais amor, ou quem sabe pena, compaixão, vontade de vê-lo diferente, sei lá. Sinto muito por vç, cada um com sua cruz e só deus p/ nos fazer seguir em frente. Ah como eu queria ver esse seu amor como era antes, das vezes que juntos(vçs e nós) nos reunimos em sua casa lembra? era tantos riso, c/ cerveja e aquele pirão gostoso q vç fazia, lembra? Meu Deus como as coisas mudam, q vida é essa? Hoje tudo virou pelo avesso, só vejo tristeza, sofrimento, ignorancia, estupidez...irmãos q não entendem o que o outro passa, o quanto ele pede ajuda e nem ligam, acham que é safadeza, falta de vergonha, sei lá.
    Me sinto triste, mas só posso lamentar, quem sou eu p/ comentar nada, ninguem vai me ouvir mesmo...Sinto por vç, por ele, por nós, porém fico de mãos atadas, seja o que deus quizer.
    adorei seu relato....bjs te adoro

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  5. Instigante e emocionante. Me fez arrepiar. Que grandeza de espírito. Sua luta é igual a de milhares, mas contadas dessa forma, só conheço uma pessoa. E eu amo essa pessoa. Que me surpreende sempre, cada vez mais, de formas diferentes e de intensidades delirantes. Muita força, meu amor!

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Adoro quando você vem me ver!